A frase pode até ser bonita, mas POR QUE uma frase tão forever alone???????

Só queria conseguir se encontrar, mas não conseguia. O caminho parecia árduo demais, cansativo demais, não sabia mais se conseguiria. O cansaço dominava-a cada dia mais, querendo fazê-la desistir. Suas lágrimas já não saiam, acabaram. Estava desistindo. Cada pedaço de sua alma despedaçada valia tanto à pena? Afinal, o que encontraria? Ela queria que alguém a buscasse, parte por parte, juntasse em uma só novamente e curasse todos os pequenos remendos, mas sabia que teria de fazê-lo sozinha. Mas de onde tirar forças? Não sabia. Apenas desistia a cada passo. Já estava acostumada a viver assim, vazia. Aos poucos, seu coração ficou tão gelado que mudou até seu olhar, seu sorriso. Um olhar frio e um sorriso morto. Ninguém notava, ninguém perguntava, ninguém se importava. E aos poucos, ela ia morrendo por dentro.

E quando olhei pra trás, já não estava mais lá. Já havia partido, mas como foi com todos os outros amores que passaram por minha vida, não fui atrás. Deixei-o ir, para que fosses livre. Livre do meu orgulho que nunca me deixará admitir o quanto era bom pra mim e me fazia bem. Embora com relutância, tive que deixá-lo ir, para que pudesse ser como era antes que eu o moldasse perfeitamente em meus caprichos e virasse escravo das minhas vontades. Lembro-me como costumava se vestir, como se comportava e de todas suas manias que fiz questão de mudar. Lembro o quanto você gostava de usar aquela camisa pólo velha, que eu tanto relutei para que você abrisse mão, do seu cabelo bagunçado que eu fiz tanta questão de que começasse a arrumar, do seu costume de estalar os dedos e andar de meia que fiz você perder. Eu sabia o quanto você gostava do seu violão, de sair com seus amigos e de passar horas no computador, mas como as bruxas más de contos de fadas que escondem as princesas longe de tudo que gostam e de todos, te privei de tudo que mais amava. Tive medo, medo por mim e por você. Medo de perder mais uma vez, medo de um outro adeus, mas não percebi que quanto mais te moldava, mais perdia aquele por quem me apaixonei e me perdia também. Eu sempre soube que sou assim: daquelas que estragam tudo que tocam e que fazem doer. E era como se você fosse aquela imagem refletida em um lago, que ao meu toque se desfazia. Eu te desfiz. E no fim de tudo, mais uma vez eu só pude dizer “adeus”.
Parece familiar isso?

Mas me era como uma terceira perna. Como uma criança precisa de suas rodinhas para andar de bicicleta com segurança. Eu não sabia abrir mão. E quantas vezes esbarramos em barrancos, quantas vezes caímos. Lembro que em uma dessas quedas tu me deixou e fiquei a tua espera. Quem vai curar meus cortes? Tudo mudou, você se foi, assim como o verão se vai e da espaço para o outono, e que frio está.
(via 1000-acasos)

E a cada dia estava mais acostumada com aquela sensação. Era um aperto no peito inconfundível, daqueles sem explicação. Deixava marcas, o silêncio era a maior delas. Nada conseguia tirar esse aperto, nada que comprasse, que visse, que falasse. A cada dia o buraco que esse aperto no peito causava aumentava um pouco mais, sem ter ao menos algo para que pudesse preenchê-lo. E se perguntassem o que ela tinha, não sabia responder. Só sabia que faltava algo. Mas não sabia como dizer, que o que faltava era seu coração, que havia dado a alguém que não o queria, alguém que o quebrou sem nem ao menos pensar em apenas devolver.

Mas me era como uma terceira perna. Como uma criança precisa de suas rodinhas para andar de bicicleta com segurança. Eu não sabia abrir mão. E quantas vezes esbarramos em barrancos, quantas vezes caímos. Lembro que em uma dessas quedas tu me deixou e fiquei a tua espera. Quem vai curar meus cortes? Tudo mudou, você se foi, assim como o verão se vai e da espaço para o outono, e que frio está.
Amar vai além de um nome no subnick ou “namorando” no seu perfil. Vai além de um eu te amo ou de um texto cheio de palavras bonitas que muitas vezes nem ao menos são sinceras. O amor se demonstra com um olhar, com gestos, toques, atitudes, intimidade. O amor não está em gritar um eu te amo para que todos possam ouvir, mas sim em um sussurro; não está apenas em amassos, mas também em um abraço, um carinho, um beijo roubado, mãos dadas; o amor não está em presentes caros, mas em uma música dedicada, um bombom, uma casquinha de sorvete dividida; ele não está em buques de flores apenas, mas em uma única rosa separada e escolhida com afeto. O amor muitas vezes não está em um “sinto sua falta”, mas em um “estou indo te ver”; muitas vezes o amor pode ser mais sincero em um ” idiota, ridículo, besta, eu te odeio”, do que em muitos apelidos bonitos e em vários “eu te amo”; amor não é segredos, mas compartilhar tudo; não é apenas sorrisos, mas também choro, momentos ruis e conforto; amor não é só felicidade, mas também pode ter brigas e reconciliações; amor não é só presença, muitas vezes é enfrentar a distancia; amor não é prisão, mas ter também espaço; amor as vezes significa abrir mão. Amor não é aquilo que você escreve, que você fala, que você pensa, mas o que você demonstra e sente. Amor é ver todos aqueles defeitos que você odeia, é ter todos os seus motivos pra desistir, e mesmo assim, não soltar a mão.